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“É mais um presente que recebo da vida poder nesta tarde estar realizando esta vídeoconferência.” José Paes de Lira

Fliporto Digital, Porto de Galinhas, Ipojuca, Brasil, 6 de novembro de 2009.

Especial para Università del Salento - Facoltà di Lingue e Letterature Straniere, UniSalento, de Lecce, Itália, Professora Katia de Abreu Chulata e seus alunos e alunas. No Brasil: José Paes de LIra, Lirinha, Cláudia Cordeiro e Antônio Miranda.

Talk show transmitido ao vivo em substituição à vídeoconferência impossibilitada de se realizar por motivos técnicos na captação de sinais da Internet. Acredita-se que a pesada tempestade que tomou a cidade de Lecce no horário da transmissão/recepção tenha sido uma das causas do problema. Ainda não temos um diagnóstico preciso. Via Sype, a professora Katia de Abreu Chulata exibiu-nos a sala cheia de alunos e a presença de representante da direção da Unisalento.

Lirinha refere-se, neste vídeo, várias vezes, à presença transatlântica de nossos espectadores.

Unisalento, Katia de Abreu Chulata e seus alunos esta edição do talk show, com o abraço de Cláudia Cordeiro

Cabral sobre a música em um recorte de jornal feito por Alberto da Cunha Melo

João Cabral - Sobre a música

Declarações como essa se encontram em todo o trajeto de Cabral. Colecionador inveterado de tudo sobre o poeta, Alberto não cansava de lembrar a frase do mestre: “O desespero não suporta música”. Mas lembrava também que, do outro lado, havia o diplomada, o homem gentil, treinado para sê-lo, jamais seria grosseiro ao ponto de afirmar que não havia gostado da música de Chico Buarque no auto de natal “Morte e Vida Severina”, por exemplo. Assim como manteve uma ótima relação pessoal com Vinícius de Moraes.

Cabral não detestava a musicalidade nos seus poemas, inclusive porque neles há, embora “À palo seco”, a voz da palavra, a voz do poema. Era, nesse sentido, um antibandeiriano. Não suportava a música sequer para minimizar o tormento da cegueira nos seus últimos anos de vida - o recorte acima é de 1998, um ano antes de sua morte. Foi taxativo: “Nunca gostei de música. Melodia mela”.

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