Como participar
Publicado por Cláudia Cordeiro | Enviar por e-mail
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portas por-onde, jamais portas-contra;
João Cabral de Melo Neto
Amigos e amigas Plataforma, o jeito foi “entrar no acaso e amar o transitório”. O formato primeiro deste nosso blog sofreu solução de continuidade e, para não estancar as edições, passei a noticiar o que acontece no mundo da poesia.
O tempo não me dá tempo a não ser para sobreviver. Mas a gente vai tentando e um dia chagaremos lá.
Abraço agradecido a todos que aqui comparecem com seus poemas, suas notícias.
CLÁUDIA CORDEIRO
É com alegria que o Plataforma para a Poesia convida você a participar deste blog com os seus poemas. Um presente para nós, cuja meta de democratizar a publicação dos poetas em nossas páginas sempre foi adiada em face de inúmeros fatores, inclusive o tempo. O verso em epígrafe do poema “Fábula de um arquiteto”, de João Cabral de Melo Neto [Do livro Educação pela Pedra. In: Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.] ilustra muito bem o nosso roteiro. Mas, para atender a nossa linha editorial e harmonizar o nosso convívio, esclarecemos aqui as coordenadas de sua participação neste blog:
01. Inscreva seu nome e e-mail e envie-nos seu poema.
02. Os poemas devem ter o formato apenas de texto. Mas você poderá editar hiperlinks para as suas páginas.
03. Ficará a cargo da editoria a publicação de poemas em vídeo ou outro formato.
03. Ao final de cada 30 dias, a partir desta data, 16 de maio de 2009, selecionaremos um poema para edição especial no nosso site www.plataforma.paraapoesia.nom.br, com página de hiperlinks para o autor.
04. Nossa linha editorial não atua com a publicação de poemas fesceninos [obscenos] nem pornográficos.
05. Também não publicaremos poesia em prosa, apenas poesia em versos.
06. As publicações deste blog serão abertas a comentários.
07. Os nossos hóspedes que já fazem parte do acervo Plataforma estão mais que reconvidados a partilhar conosco desta nova fase.
08. Para enviar o poema, exitem três maneiras: a) Faça a postagem no link “Recados dos Navegantes”, na página de abertura do Plataforma para a Poesia, b) Acesse o blog, inscreva-se e, em comentários, solicite a publicação de seu poema, c) Envie o pedido para os nossos colaboradores.
08. As categorias iniciadas com as letras “QI” [Quem Indica] referem-se aos poemas publicados pelos nossos colaboradores.
09. Todos que acessarem nossas páginas podem sugerir publicações de novos poemas de autores em Língua Portuguesa, ou, à exceção, poetas de quaisquer partes do mundo que emigrem, porque a morte não tem Língua nem fronteiras. Mas, no caso, os poemas deverão estar traduzidos. Sejam Bem-Vindos:
Alberto da Cunha Melo (PE) — Almir Castro Barros (PE) — Álvaro Alves de Faria — Ana Peluso (SP) — Anderson Braga Horta (DF) — Angelo Monteiro (PE) — Antônio Campos (PE) — Antônio Miranda (DF) — Anibal Beça (AM)— Antonio Carlos Secchin (RJ)— Arnaldo Tobias (PE)— Arnaldo Xavier(PB)— Aroldo Ferreira Leão (PE) — Arriete Vilela (CE) — Ascenso Ferreira (PE) — Astier Basílio (PB) — Auta de Souza (RN) — Augusto dos Anjos (PB) Em breve — Benedito Cunha Melo (PE) — Bosco Tavares (PE) — Bruno Tolentino (RJ) —Carlos Drummond de Andrade (MG) — Carlos Maia — Cecília Meireles (RJ) — Carlos Pena Filho (PE) — Celina de Holanda (PE) — César Leal (CE/PE) — Celso Mesquita (PE) — Cida Pedrosa (PE) — Cláudia Cordeiro (PE) — Claufe Rodrigues (RJ) — Clóvis Campelo — Cora Coralina (GO) Em breve — Cyl Gallindo (PE) — Deborah Bennand (PE) — Desafio Eletrônico (Vários poetas brasileiros) — Delasnieve Daspet — Diógenes da Cunha Lima (RN) — Dione Barreto (PE) — Domingos Alexandre(PE)
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Bem-Vindos os que já estão conosco, Bem-Vindos os que chegam. Sejam todos Bem-Vindos.
ROTAÇÃO
®Lílian Maial
Os matizes das manhãs, no céu da boca,
Descortinam os umbrais de um novo dia.
Segue o mundo a digerir falsa alegria,
Chora um homem com a consciência oca.
Cai a tarde… Um sol cansado veste a touca,
E adormece a luz, num ato de ousadia,
Torna o mundo a lamentar a tarde fria,
Chora um homem com pesar da vida mouca.
Vem a noite e traz o breu de uma existência,
Gira o mundo a cogitar pedir clemência,
Sem notar que o veredito não demora.
Agoniza a madrugada sem plateia,
Dorme o mundo em inocência galateia,
Chora um homem pela perda de outra aurora.
***********
VIVENDO
É escada girante, é esteira rolante
Vai, vem. Vem, vai
Na rotina maçante
Sobe, menos desce
Desce, menos sobe
É impulso, há pressa adiante
No deslize mecânico
Move-se num instante
Todo mundo é capaz, lá vai
O controle há nenhum
Para frente sem parar
Sempre rolando rolamos
E a nossa vida girando
E nossos anos passando
E nessa ânsia levando
Abaixo e acima
Acima e abaixo
Vamos rolando
Todos nós
Um dia subindo
Um dia descendo
Passageiros comuns
Deslizando a coragem
Na infalível viagem
Dos dias, dos anos
Amando, penando
Sofrendo os remendos
Surpresas, desenganos
Perdemos, ganhamos
Vivendo.
Conceição Pazzola
Gostaria de parabenizar pela iniciativa; dentro em breve, remeterei algum material. De antemão quero deixar aqui a sugestão aos poetas fixos ou não desta rede a tomarem conhecimento de um projeto que estou organizando que atende pela alcunha de 7faces; trata-se de um caderno-revista eletronico de poesia. O referido está recebendo material para publicação de sua primeira edição, já com lançamento previsto para o mês de junho. As regulagens estão disponíveis em http://set7aces.blogspot.com/ ou o autor deve solicitar-me pessoalmente através do e-mail pedro.letras@yahoo.com.br.
Sem mais, cordial abraço a todos e saudações poéticas.
Adorei essa iniciativa!
Precisamos de mais espaço para divulgar,trocar informações…..
Tudo com poesia floresce.
Parabenizo a todos do Plataforma pela oportunidade que está sendo dada, a nós poetas, de podermos mostrar os nossos trabalhos através deste blog.
Graças a pessoas como vocês que a poesia sobrevive, e em nome de todos os poetas do mundo eu agradeço por esse incentivo e peço a Deus que vos ilumine por todo o sempre. Abraços.
O Sertão
Ivan Ferretti Machado
Lá vai o trem atravessando o sertão…
O que é aquilo lá embaixo?
Não é nada não!
É só um menino cismado
Um troço queimado
Parece um torrão
E lá vai o trem atravessando o sertão…
O que é aquilo lá em cima?
Não é nada não!
É só uma mulher desdentada
Sem futuro, sem nada
Parece assombração
Lá vai o trem atravessando o sertão…
O que é aquilo lá embaixo?
Não é nada não!
É só o pasto secando
O gado minguando
- Uma triste visão -
E lá vai o trem atravessando o sertão…
O que é aquilo lá em cima?
Não é nada não!
É só o povo sofrendo…
Esperança morrendo…
Aquilo ali seu moço?
Aquilo ali é o sertão!
Olá, estou fascinada! Esta é uma idéia brilhante! O blog ficou ótimo
È maravilhoso poder contar com este espaço para divulgar nossas poesias e ainda ter o prazer de ler e ouvir as de outros poetas.
Parabéns a todos e obrigada.
Logo vou enviar uma minha. Abs.
Leidi
Estamos no século vinte e um, onde a arte ampliou o seu espaço para o imaginável. Tudo é, e nada pode ser excluído. A arte, antes de ser um direito é um dever em defendê-la como expressão máxima de uma atividade humana renovadora. O importante são as idéias, os conteúdos , que defenderão com unhas e dentes o direito de ser divulgado. O século vinte elegeu a poesia em prosa como pura arte, como pura manifestação poética. Há quem diga que deveremos defender o que é nosso. A nossa arte, mas haverá que pergunte o que é nosso? Onde, ou quem deve julgar o que é nosso?
O mundo fica pequeno para um regionalismo radical. A história da arte fica resumida ao meu país, a minha região, ao meu estado a minha cidade, ao meu bairro, a minha rua e finalmente a minha casa.
Não foi esta Bandeira que Manuel defendeu na Semana de artes modernas de 1922.
Não limite a poesia a regras anacrônicas, por favor. A prosa deve ser aceita sem restrições e o império da versificação rimada, queiram ou não queiram, fez parte de mundo que teve o seu auge no século dezenove.
Volto a lembrar Bandeira
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestação de apreço ao Sr. Diretor
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
cunho vernáculo de um vocábulo
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
Do lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si
mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co- senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Aí eu pergunto esta poesia não seria aceita pelos Senhores, se não conhecesse o Autor?
Sem mais para o momento
Chicão de Bodocongó
Canção da Noite
A noite cai silente e queda
As folhas secas no caminho,
Cantam, girando em torvelinhos,
Nas alamedas…canções de seda.
`A beira mar sou triste sombra
Falo à nudez da noite calma
E busca paz, a minha alma
No rude rugir da onda fria!
No fim do dia, invade a Natureza,
Uma sombia névoa que, à distância,
É um crepúsculo errante de tristeza
Mesclado a um róseo vago de infância!
É na canção da noite que escuto,
Este som triste que intimida
sombras e silêncios são tristes escudos
da antiga dor que em mim se abriga.
Valdene Duarte
.
Excelente idéia a de vocês de dar oportunidade para todos os poetas divulgarem seu trabalho. As poesias que li, (todas) são de excelente qualidade. Parabéns!
Valdene
Olá! Parabéns pela iniciativa. Gostei do que vi. Segue um poema meu se puder publicar ficaria feliz.
POEMINHA DE DOIDO
Dentro da minha cabeça vestibular
Há um equilíbrio louco.
Doido varrido mesmo.
Expressões caducas tampouco,
Ecoam assaz e indiferentes
Para deixar rouco
O grito do sonho intermitente.
Sem afasia,
Gagueira
Ou até ironia.
Minha cabeça insana.
Vagueia e silencia.
Bafo de cana.
Penso em mente vazia.
O que diriam decanos,
Se outros vingassem a Filosofia
Com a absoluta verdade
Forjada em planos?
Carlos Vilarinho 12/06/08
Belos poemas. Muito bom mesmo.
Como é bom saber que a cada dia surgem excelentes opções para quem ama a literatura,seja como leitor ou como autor,a exemplo do blog “PLATAFORMA PARA A POESIA’
Parabéns,amigos do Plataforma.Também quero participar dessa maravilhosa iniciativa.
Abraços.
Cezar Ubaldo.
Sublinhagens
Se há relações recíprocas
onde haverá estranhezas?
nas reconhecidas palavras
discernimentos encontrados
abreviações notadas em simplicidade
rosas e jasmins exalam conhecidência
Talvez submersas serão os pensamentos
de longe ofuscados
de perto solicitado
previsões alcançadas
Onde mais os gritos esquecidos?
onde, pois, estarão os casos desconhecidos?
vida onde provem
mundo que construímos…
leo durval
RECADO PARA SOLANGE
Não tenho coração de prata
nem montarias.
Valho-me das noites onde impera
a treva,
porque sou filho da mais negra luz.
Não,não me olhes com teu jeito
de ser lúcida e eu,louco
porque me encontro no calor da luta
e no âmago da frieza humana.
Não tenho para mim
a melodia das palavras
mas o meu corpo ainda geme
com a canção das chibatadas.
Não sou a musa do poeta parvo
nem tu,Solange,
que preenches noites de milhões de ratos
aquartelados em masmorras frias.
SABOR DE MAGIA
A lua me disse que se um dia tu partires
Sortilégios sofrerás e te arrependerás
As estrelas dizem que és a minha existência
E sem ti, nunca mais conseguirei viver.
A lua com sua magia me transformou o coração
Trouxe de volta com você toda a emoção
As estrelas afirmaram que sou a tua realidade
Sua voz é uma canção que me envolve.
A lua cheia me doou sua alma encantada
A lua nova me encheu de sua graça
A lua crescente me entorpeceu de paixão
A lua minguante me fez tua AMANTE.
A lua deixou-me uma receita perfeita
A poção que tem o seu sabor, a sua magia.
Misturamos nossos defeitos, nossas alucinações
Em noite de qualquer lua.
Quero te amar num momento único e mágico
Ser hipnotizada por esse olhar encantador
És a lua? Cheia de si,
Nova de emoções, Minguando as ilusões,
Crescendo em nós!
25/07/08
20:50h
ALEGRIA POR SONHAR
Sonhei contigo nesta tarde
Quando tive tempo de descansar por um momento.
Fiquei feliz de te encontrar assim,
Alegre, bonita, amada,…como nos velhos tempos
Não fiquei triste por isso,
ao contrario, ao acordar fiquei contente
principalmente quando me lembrei
que você não mais está presente.
É muito bom sonhar contigo,
deveriam nos dar o direito de sonhar
diariamente com quem esta ausente
da gente
Senti o teu corpo abstrato me abraçando,
falávamos de amor com mais ternura.
Quem sabe, fizemos até algumas juras,
de jamais. nos separar novamente .
E de repente fui despertando lentamente,
te procurando por todos os cantos da casa ,
a tarde ainda todo iluminada,
me avisava,
que tu estivesse aqui como lembranças
que Deus nos concede no presente
Figueroa 30-06-2008
Senhores:
Gostaria de saber como fazer para participar. Onde pôr o poema ou poesia.
Grato,
Cícero.
Ai quem me dera que um dia,
Logo cedo, ao acordar,
Eu te visse a me olhar
Inda deitado na cama.
Em tua cabeça a trama
De quem quer me possuir.
De não me deixar dormir,
Nem deixar me levantar.
Eu juro que não faria
Nada que fosse o contrário
E contigo ficaria
Até que te contivesses
No teu desejo e vivesses
Tudo o que desejarias.
Cumprimentando a Plataforma para a Poesia pela iniciativa de criar esse belo espaço para a divulgação das poesias, deixo uma colaboração..
abraços.
Marco Bastos
Salvador/Bahia
*****
Intangível Misterioso
Marco Bastos
a manhã ainda nasce, sinto e fervo
tudo é tão sutil, fugáz e fluido
sinais, impulsos chegam, nervo-a-nervo,
desfaz-se o mundo em brumas por descuido.
a vida só consumo, turvo acervo
oh! segundo, teu mundo é tão puído!
goteiras pingam letras, eu escrevo
no amor que ao sumir já vai sumido.
abrem as asas, aves perdulárias
do efêmero o concreto branco e preto
os albatrozes douram albas várias.
duas asas, o vôo no terceto
epitáfio, precárias procelárias
penduro dois hai-cais em meu soneto.
*****
Parabéns pela iniciativa. É muito bom termos um espaço como este para divulgar poemas.
Quero enviar um. Não entendi muito bem como fazer. Creio que não deva inseri-lo aqui. Como faço? Agradeço desde já.
Parabéns a Plataforma para a Poesia por criar este espaço para divulgar trabalhos literários.
Agradece,
Derval Souza - Salvador/Bahia
*******
É HORA QUE NÃO É AGORA.
È hora que não é agora de fazer-se acontecer
Minha calma está a tona que faz a trilha,
Multiplica o meu desejo de muito amar um ser,
Na escuridão da noite vendo a lua que brilha.
Que o sol aqueça sem queimar a relva que nasce,
Nem secar a água, que corre ansiosa para germinar
A semente, que produz um vegetal de beleza rara,
A videira chega em flor, já é hora de frutificar.
O cálice com o vinho a se regar na correnteza,
Que anda seu caminho sem pressa de chegar.
Minha calma está a tona para dividir certeza,
Somar meus sonhos, quando eu for me acordar.
Minhas ações e sentimentos sublimaram,
Memória que servirá de elegância.
Quando eu passar nas águas que já se passaram,
Eu passo adrmecido sepultado a consonância.
Desperto-me amparado por alguém, que me acorda
Do meu sonho, de uma noite deveras de sonhador.
Mas quem dera que essa noite nunca terminasse,
Nem chegasse o clarão para ninguem vê quem sou.
A hora é chegada e tudo vai acontecer como preví,
Toda calma de reserva, de paciência já esgotada
Sem o amor, que um dia seria amado, eu não sentir
Meu coração bater, como bate meu coração por nada.
Tanto, que já bate as pressas para alcançar sua batida,
Que nunca para a descansar se fosse possível fazê-lo.
Gosto e desgosto andam paralelamente na mesma ida,
Neste peito da vida, nunca fora a ele mesmo pertencê-lo.
Afirmo, que não posso deixar de afirmar amiúde.
Meu coração sem consciência não comanda sentimento
Aquilo que constitui a base e ou a essência do ser a atitude
Raciocino com a razão e só a razão conhece doi meu intento.
Chicão de Bodocongó.
Lastimo, por você, que nossa linha editorial seja incompatível com os seus postulados estéticos. Somos a favor de todas as artes e de todas as formas poéticas de todos os tempos e até as que virão. Se são arte, serão sempre. Mas elegemos a poesia em verso.
Será fácil para você encontrar blogs, sites, portais etc editados com o tipo de poemas que você elegeu. É só procurar, são a maioria.
Quando sentir vontade de ler poemas exclusivamente em versos, acesse nossas páginas. Será sempre bem-vindo.
Cláudia Cordeiro
Editora
Tenho a maior admiração pela Plataforma para a Poesia, desde que acompanho os seus eventos, as suas publicações, relacionados aos grandes autores e suas obras. Estou deveras satisfeito, em visitar o acervo dessas obras e feliz por ter um espaço para este comentário.
Agradece,
Derval Souza/ Salvador-Bahia.
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Dia após dia.
Quando a alvorada vem,
traz amor para alguém
do horizonte azul do céu.
O sol detrás da neblina
que aos poucos ilumina
um rosto atrás do véu.
Pureza de menina,
arco-íris na chuva fina,
mistura de lindas cores.
Hora que o dia principia,
refluxo da maré se inicia,
perfume exala das flores.
Tão linda manhã de luz,
nos ares borboletas azuis
procurando aqui e ali procurando
para encontrar o grande amor,
elas beijam com primor
a flor que está faltando.
Deveras é primavera,
a noiva agora espera
o dia eterno de felicidade.
O amor chega ao coração,
a água arrasta sem direção,
leva a flôr da saudade.
Quando chega a noite
a criança chora do açoite,
e sua lágrima não lhe engana
de vê estrelas sorrindo
mas tristonhas sumindo
sobre a claridade humana.
A Salvador jovem e formosa.
Derval Souza / Salvador-Bahia
Narrar a Salvador, peço aos soterapolitanos,
para a lembrança tornar a viver,
da história que aconteceu há anos.
Cidade amada da Bahia, menina moça que foi um dia
combatida em terras e oceanos.
Baía de Todos os Santos na península a Salvador.
Desenvolveu-se de norte a leste, defendeu-se do invasor.
O Forte São Marcelo, portal turístico tão belo,
que a história registrou.
Duas cidades em uma, dividida pelo elevador;
cidade baixa de oxalá e cidade alta do servidor
Na poesia e literatura, Casdtro Alves fez cultura
e Ruy Barbosa se fez doutor.
Há trezenttas e sessenta e cinco iigrejas e tantas para completar.
Todos os santos a devoção e muitos a tributar.
São Salvador e Senhor do Bomfim deram graças prá mim,
prá ti não vai faltar.
O Pelourinho fora antes uma tristeza.
Havia um poste em praça pública, podem ter muita certeza,
dos que foram amarrados e a morte condenados.
O presente tudo é beleza.
São lindas as avenidas de Contôrno e Paralela,
com seu verde encantador pintada em aquarela.
O Centro Administrativo, para qualquer o motivo
é uma paisagem bela.
Seus verdes mares, que o vento vem ondear
e beijar as formosas praias e todos as adimirar.
Trazer toda a magia de uma noite fria,
a lua pra clarear.
A praia de Itapoã, da sereia a Iemanjá,
da onda forte na pedra, a rede puxada de lá.
Do peixe fisgado na lança, o vento o cabelo destrança
da morena se apaixonar.
A lagoa do Abaeté de água escura,
que a vista alcança, que molha a secura
da areia branca, que o vento arranca
e leva a altura.
Cidade ensolarada de riqueza e encantos mil,
seus filhos agradecem a primeira capital do Brasil.
Com muitos projetos sociais, para o povo é bom demais,
a cidadania o conduziu.
O turista que vem aqui, não fica inibido,
Há centenas de opções para ser bem servido,
visitar o solar doUnhão e encher de alegria o coração.
Não voltar arrependido.
è desse santo que veio o seu nome Salvador.
Hoje é uma imensa cidade com estética esplendor.
Cercada de praias, mares, dunas, lagoas e pomares!
Metrópole de Nosso Senhor.
muito e dificante lindas poesias!Carmen
Viajante no Rio.
Derval Souza / Salvador-Bahia
Viajante no rio naquelas águas,
onde afogo as minhas mágoas,
que sofro da solidão.
Meu pensamento afunda na grandeza,
afasta meu coração da incerteza,
que me faz manejar esse timão.
Viajo, em um rio caudaloso
com seu interior tão valioso,
do meu peito, minha alma inundar!
Pulsa com alegria tão profunda,
tenta submergir, mas não afunda.
Não pretendo jamais o olvidar.
Viajante nas águas brasileiras
que me leva aquela fronteira
de um desconhecido lugar.
Minha língua não fala a estrangeira,
sem a formação dessa cadeira,
eu só aprendí a navegar.
Navego nesse rio, meio a costa,
sem perguntar ele dá a resposta
do seu modo de existir
Vidas correm no seu leito,
que sobrepõe e tem respeito,
de maneira a persistir.
Vou sobre a estrada que anda
para o mar que a imensidão comanda,
para as suas águas devorar.
Deveras, que eu não possa socorrer,
quais águas passadas, não irão volver.
Elas correm para engolir o mar.
Gostaria que publicasse, È HORA QUE NÃO É AGORA.
Agradece.
Derval Souza
Salvador - Bahia.
VONTADE.
Derval Souza.
Vontade eu tenho, que vivas na minha vida,
que choras minhas lágrimas nos teus olhos,
que vigias o inconsciente nos meus sonhos,
que libertas minha alma já sofrida.
Sejas o sino, que me acorda do pesadelo,
que faz arder meru coração dormente.
Afastas o monstro e me desperta com desvelo,
tua voz não ouço, tuas mãos meu corpo sente.
São meus, os teus cabelos que exalam perfume,
teus ardentes lábios, que tocam aos meus.
Até o ar que respiras ainda tem o meu ciúme,
e o brilho que saí do olhar dos olhos teus.
Sinto teus passos nos meus uma só passada.
Teus gritos os meus ouvidos já alcançam.
Ávido e só como o cais na alvorada,
Em silêncio ouço as ondas que cantam,
que se aconchegam na margem do cais
como o teu amor, como o meu amor,
que realiza e no meu coração tu estás.
Nós, a existência dividida, acabou.
Fique extremamente feliz com essa nova porta que se abre para os amantes da poesia. Segue Abaixo minha contribuição:
A idéia transformou,
O sonho em realidade,
Viva, viva, viva, viva,
A liberdade da Arte!
Genilson Caetano (Cabo de Stº Agostinho/PE)
FiqueI extremamente feliz com essa nova porta que se abre para os amantes da poesia. Segue Abaixo minha PRIMEIRA contribuição:
A idéia transformou,
O sonho em realidade,
Viva, viva, viva, viva,
A liberdade da Arte!
Genilson Caetano (Cabo de Stº Agostinho/PE)
Essa iniciativa, melhor, essa oportunidade de dividir, não poderia ser diferente, a emoção foi tamanha que, EM HOMENAGEM AO PORTAL, meus olhos escreveram esse poema quase instintivamente. Espero poder dividi-la com muitos.
PLANTA, FORMA E POESIA
( Genilson Caetano)
A idéia transforma,
O sonho em realidade,
Viva, viva, viva, viva,
A liberdade da Arte.
O brilho que agora brilha,
Não é um brilho que ofusca,
Livre, livre, livre, livre,
Vencemos mais uma luta.
Quantos dias se passaram,
Às vezes, esperando o fim,
Fogo, fogo, fogo, fogo,
Acendeu-se a esperança em mim.
Que vontade de ser visto,
Dividir com toda gente,
Viva, livre, fogo, novo,
O coração que não mente.
(Cabo de Stº Agostinho/PE)
Eu acho que cometi um engano de solicitar uma publicação.
Na verdade não sei o procedimento, se me enganei, peço desculpas.
Derval Souza.
IMENSO AMOR.
Sob o céu azul, no verde do mar um farol flameja.
Um raio de luz, uma estrela seduz, um amor deseja.
Luz prata da lua, que clareia a rua triste da escuridão
A estrela não caí, o amor não saí dessa imensidão.
Um apaixonado e carente saí de repente e vai procurar,
Um coração certo, um porto aberto para se ancorar.
Um próprio amor com seu sabor é um imenso amor,
Infinito, tenro e bonito, grandioso de qualquer cor.
Derval Souza.
´
O_VER
over
o ver
ouve
ou vê
ou ver
se houver
o verbo…
havia
a via
via
ápia
ave
eva
e vá
à via
Le
via
tan_tã.
foto
gra fite gra
fia famia fã mia
grã
fina flor do manda_caru.
caruara caruru
artimanha maínha
na fria manhã
de manhã
falo ópio falópio
pio
pio
piu-piu
!
!
!
fio.
Marco Bastos
´
´
PI = (L/2) / R donde L = 2.PI.R ; (rs)
onde tudo é Geometria
e, se não Filosofia,
vem a ser da História.
e nesse caso,
na imprecisão da letra
e da palavra
sendo regular por ser medida
é descalabro que escalavra.
redijo e vaso
o rs que não trava
(meio apagadinho, é certo)
sem contudo
vir a ser elo amarelo
entre o abstrato
e o sofisma do concreto.
rio da fórmula
não da exatidão
que ela encerra
naquele PIR
da pirapora
no cio da pororoca.
entre o real e a fantasia
insinuou-se até poesia
com as lantejoulas luzes
do efêmero.
mero ensaio sem o impacto
das marolinhas já marolas
das hipérboles já sem glórias
em metáforas sem afeto.
essa parábola
é a paranóia de uma elipse
com seus eixos assimétricos
e medidas provisórias…
Marco Bastos
´
RIO SÃO FRANCISCO
(Velho Chico)
Nascestes, talvez da cosmurgia,
Na tua amplidão és correntoso,
Sobre ti desliza navio formoso,
Que tu sustentas com primazia.
Velho Chico, tão diferente!
Vens da montanha caudaloso
Choras lágrimas, tão furioso,
Esvazias teu álveo descontente.
Depressa as margens vai beijar
Dormes no leito com placidez
Acordas com o vento a balançar.
Teu viver ainda persiste
Tornarás a ser quem eras
Dantes alegre, hoje triste.
Derval Souza.
SAUDADE DO SERTÃO.
Do sertão sinto saudade,
da juriti o canto triste,
da cabocla o seu olhar,
e de tudo que lá existe.
Estrelas luzentes,
lá no céu espalhdas,
tão bonitas e audazes,
despedem-se de madrugada,
desse sertão magoado,
sem o verde é acanhado
da terra seca e rachada.
Não posso esquecer a clareira,
que a siriema por lá cantava,
nem do orvalho caído da noite,
que o vento ao longe açoitava,
nem do dia ensolarado,
meu rosto deixava corado,
frescor da noite aliviava.
Pedaço imenso de chão,
grande parte de mim,
cabe no meu coração,
gosto dele tanto assim.
desse sertão brasileiro
da Bahia o celeiro,
do nordeste o sem-fim.
Derval Souza.
TERRA ADORADA.
Adeus, minha terra adorada, insquecível torrão natal.
Das andanças lá na serra, aonde a beleza se encerra
num cenário magistral.
Adeus, cachoeira e cascata, véu de noiva, que beija a face
da água cristalina do ribeiro, regato que nasce verdadeiro,
com riachão faz enlace.
Adeus, canto estridente da araponga, som metálico do seu canto,
que me despertava sorridente. Ficou gravado em minha mente,
em meus olhos o vazio do pranto.
Adeus, noites de confraria, no terreiro cantoria de viola,
as cordas choravam e sorriam com saudade de Maria,
a cabocla mais frajola.
Adeus, lua que fazia a ribalta no palco da peleja, que num verso mais bonito,
por aquele que foi dito, para a donzela que deseja.
Adeus, não sei por quanto tempo a si, minha terra retornar.
Com todo sentimento, faço agora um juramento.
Não morrerei noutro lugar.
Derval Souza.
UNIVERSO DAS FLORES.
(Derval Souza).
Flor, do jeito que a vejo,
que linda da primavera.
Flor, meu ávido desejo,
de pintar em aquarela.
Flor-do-natal!
Flo-de-lís!
Flor-do-cardeal!
Flor-da-imperatriz!
Símbolo da floricultura,
ramalhete do pedestal,
Verbena da escultura,
flor-de-lís do meu quintal.
Buquê-de-noiva no casamento,
arremessado par trás.
Flor-de-jesus por intento,
flor-de-baile para os demais.
Tantas das belas no floral,
confundidas belezas cem.
Dentre elas a flor-de-coral,
a flor-da-noiite também.
Flores, maio, Maria,
flor mãe, aquela mulher.
Flor-de-maio, pétala macia.
De campina o malmequer.
TEMPO.
(Derval Souza)
O tempo não apagou as pegadas,
que ainda no solo existe,
nem mesmo com o dilúvio,
que varreu a terra a água,
não afogou um olhar triste.
SÓ ME QUERO JUNTO A TI.
Quero o sorriso da Mona Lisa nos teus lábios,
a beleza do teu rosto na moldura,
o teu corpo imóvel na escultura.
Quero te ler no livro dos sábios.
Quero amanhecer e te ver plena de esperança,
beijar a tua face e te desejar bom dia!
Quero a tua força ante o perigo e covardia,
quero te livrar do lançeiro e da lança.
Quero nos teus olhos o brilho das estrelas na escuridão.
Quero, que o teu amor seja eternamente perenal
não como a serenada, que chega ao sertão afinal,
mas como o sol, que castiga sem piedade o sertão.
Só me quero junto a ti
Derval Souza.
DEVANEIO
usa cabelos macios e cheirosos
e lábios de segredos
anda pelo mundo cheia de sonhos
a me açoitar com sua beleza
me cola ao chão me tira o fôlego
com seu ingênuo despudor em sépia
veste-se de antiga luz
e nunca me deixa vê-la em seus olhos
que traz sempre sedutoramente baixos
um jeito de passar os dedos pelos cabelos
como se lembrasse
dona de tudo que não se pode ter
cúmplice de todos os pecados
diz sem falar
gosta que a olhe
saída de antigo filme mudo
reina sobre minha alma
presa de sua inexistência
ri, monalisa cruel premeditada
e seu sorriso doi em mim
que sinto sua falta
sem nunca a ter conhecido
O SOL E A FLOR.
o sol nasce no horizonte,
matiza as flores do monte.
Branca, a rosa chora sua palidez.
Mas com um gesto de amor,
dá cor a aquela triste flor,
colorida fica a sua tez.
Ele faz tudo lá de cima,
assiste sua obra prima
sem tocar no seu amor
Essa flor que gosta decerto,
disponível e coração aberto
com a alma plena de amor.
Beija seu corpo por merecer
desliza antes dela fenecer
e deixa a pétala bronzeada.
A água molha a secura ,
umedece a pétala pura,
assim foi bem amada.
Derval Souza.
PLENILÚNIO.
Lua de amor, lua solar, lua cheia.
A terra se banha com sua luz
no mar o reflexo prateia,
ondas negras de Jesus.
Calmamamente, vai ela vaguear,
sem destino procura a quietude,
vai a constelação a lhe acercar
no véu da noite a vicissitude.
Quão magnífica é sua beleza,
que a luz do semblante sai,
chama que a mantém acesa,
brancura que do corpo caí.
Lua de São Jorge, lua-de-mel,
todos querem sua magia,
è do sol que ilumina no céu,
e lhe oculta na noite fria.
NUNCA TE SINTA SÓ.
NUNCA TE SINTA SÓ, TENS ALGUÉM AO TEU REDOR
PARA CUIDAR DE TI, OFERECER-TE O MELHOR.
NUNCA TE SINTA NUMA EVENTUAL SOLIDÃO,
PARA TE LOCOMOVER TENS PERNAS E MÃOS.
NÃO CHORES TAMBÉM, PORQUE TODA VIDA TEM
LIMITE MARCADO, CAMINHO TRAÇADO, PARA ALGUÉM
QUE NASCE, CRECE, ENVELHECE E MORRE SEM SABER,
QUE NUNCA ESTEVE INTEIRAMNETE SÓ E NÃO PÕDE PERCEBER
O QUE O CORAÇÃO SENTE É O QUE OS OLHOS VÊEM;
UM ROSTO DOURADO DE SOL, NUM CORPO MOLHADO DE MAR, EM
QUE A NOITE NÃO ESTÁ SÓ, ESTRELAS BRILHAM NA ESCURIDÃO,
MAS TENS COMO COMPANHEIRA A GRATIDÃO.
PALAVRA, SORRISO, GESTO, E UM OLHAR BASTARAM.
SÃO SENTIMENTOS, QUE OS PENSAMENTOS SUBLIMARAM,
NA SOLIDÃO QUE NA VERDADE NÃO É A SOLIDÃO DO TEU EGO,
MAS É A LEMBRANÇA DE SENTIR-TE SÓ COMO DE UM OLHAR CEGO,
NÃO VIAS O CAMINHO QUE SEGUIAS E NEM O CLARÃO DO DIA,
MAS NÃO ESTAVAS SÓ, A FORÇA, A FÉ, TE CONDUZIA.
NUNCA TE SINTA SÓ, TENS UM AMIGO PARA TE ACOMPANHAR.
TODAS HORAS SÃO FELIZES QUANDO O CORAÇÃO QUER SE DOAR.
DEPENDÊNCIA
Você é de uma beleza inimaginável e vai além
jamais vi um conjunto tão perfeito como tens
tu fostes lapidada pelos deuses da beleza
tão perfeita e esplêndida como és a natureza
exala e esbanja tudo quanto é bom
teu sorriso teu perfume o teu suave batom
todo esse conjunto me escraviza e me enlouquece
sem tu não vivereis como planta que padece
por faltar o alimento principal que é o sol
seu parceiro inerente a sua vida
sem tu terei vida impedida
pois da minha vida és tu único farol
Autor: Elismar Rodrigues
O C O
RosanAzul
Repousem lá no céu dos meus encantos
E que fique eu aqui em meu cismar,
Adormeça junto deles o meu pranto
Porque tu nem mesmo sabes o que é amar.
Por certo, quem sabe, um dia hás de entender
Mas também, por certo, será tarde demais,
O que é para a mulher o amado ser
E o que é a dor de não vê-lo nunca mais…
Ao léu jogo também essa pena, apenas essa.
Essa que pra ti eu usei e ousei escrever.
Ainda que de joelhos venhas e me peças,
Pra ti? Prefiro até das letras me esquecer…
DESEJO PARTICIPAR
SOU PERNAMBUCO DE RECIFE E MOREI NO EXTERIOR 23 ANOS
ATUALMENTE RESIDO NO RIO E JANEIRO
ESCRITOR E JORNALISTA COM 11 LIVROS PUBLICADOS NO EXTERIOR
ESTRADA QUE LEVA A VIDA.
(Derval Souza).
Sigo uma estrada que ainda é mata fechada e sem clarão.
A mata que meus olhos enxergam é fruto dessa grandeza,
e a chama da beleza, que desperta ação de valor no coração.
Mas é desse chão sem monopólio, que alcanço a pureza.
Piso pela primeira vez e deslizo na argila vermelha,
que modula minhas pisadas e deixa a marca dura dos meus pés.
Faço o passo e vejo a florada a ser passada pelas abelhas,
é o caminho de ir, e por alí o vento leste assopra ao invés,
que abaixa o capinzal, arrastando pela superficie formando trilha.
Pela vereda, chega-se a região com abundancia de água,
onde mato minha sede e os sedentos, não bebem a uma milha,
ou onde quer que estejam, sem desgosto pesar e mágoa.
Mas a mata passa por dentro de mim alargando o coraçao,
que guardará com tristeza pelos que passarem por ela,
essa estrada que existe, que leva a uma floração.
Primavera da vida; de flores brillhantes, das cores vivas e belas.
A humanidade, não possui sensibilidade igual à sensitiva,
quando tocada se retrai, ao invés do ser humano insensível,
que avança sem compaixão e mata-a de modo instintivo,
ao morrer a clorofila, morre o verde da vida ativa.
Ser vivo, ofega com o desmatameto incessante e ímpar.
Mas o caminho de ida, não terá a volta infelizmente.
O homem maltrata a vida ao deflorestar,
a perfeita vida, que triste sofre o mau trato da gente.
Bênçãos Claudia Cordeiro! Sim , parabenizo a iniciativa e gostaria de participar. Saudações Literárias “A Poetisa dos Bentos” Deth Haak CÕSUL Poeta del Mundo-RN
MINHA ALMA.
(Derval Souza)
Em minha alma há força de sentimento forte,
que afirma a opnião sem sofrer mau trato,
da verdade que é expressa com tanta sorte,
e amor do espiríto que me é grato.
Minha alma não sofre sacrificio e me deixa feliz,
humanamente do ponto de vista da sensibilidade,
consigo me conceber, que sou tanto quanto feliz,
que não padeço dor física e moral da fatalidade.
Voluntário, proponho-me a participar de qualquer ato
do espiríto ou operação da minha inteligência convertida.
Minha razão se volta, examina o conteúdo que acato
da realidade do espírito unido ao corpo, dar-se-á a vida.
Não chora a minha alma não, chora a minha alma!
São lágrimas que inundam o meu coração
de amor d’alma da flor sublime, que acalma
o espírito benévolo, que realiza com sua proteção
Minha alma, e eu dormimos com a ordem do Arcanjo,
que me guarda, me ilumina, me vigia a mim favorecer,
no ponto de vista de certa circunstância eu me arranjo,
quando meu corpo desperta no silêncio do alvorecer.
Agradeço a divulgação no Blog de dois poemas meus. Fiquei feliz.
Envio mais esses dois para se for possível, publicar.
abraços.
Marco.
Elipse
lugar geométrico, infinitos pontos, prontos
quando se alinham em curva continuamente.
duas retas a dois focos e, dos seus encontros,
distâncias que se somam, sempre igualmente.
na elipse, dois eixos, menor sendo um só.
simétricos, no maior, lhe ficam os focos.
os eixos dividem a curva em quatro blocos
entre si iguais, prá não haver quiprocó.
descrever assim, penoso, difícil quase,
não fosse a mente concisa que viu elipses
no plano que corta o cone, não a base.
se omite sempre, não se insinua entre nós,
curva dos astros, universo dos eclípses,
unindo estrelas…para que não fiquem sós.
Marco Bastos
Ambitio
tanto peca o pecador como o pecado,
tanto sofre o sofredor como o sofrido.
nesse mundo divisor, calor mal dividido,
sofre o homem que inventou o inventado.
sofro a dor do nascimento ao ter nascido,
choro o pranto e o pranto é desabrido.
quem me dera pudesse ser na humanidade,
a eqüidade, o bom sentido, só bondade.
olho-no-olho, que não fosse…dente-por-dente.
fosse o homem outro homem, independente,
e explorasse bem a Terra, palmo a palmo.
vivesse o homem só amor e seu trabalho,
e que o ferro fosse a faca, não o talho.
fosse calmo o tempo e o vento…fosse salmo…
Marco Bastos.
´
Gostaria que publicasse tantos quantos forem os poemas escolhidos, de acordo o critério da Plataforma.
Agradece,
Derval.
*********
O CANTO DO CONTO.
Quando às vezes estou sozinho,
sempre alguém vem comigo falar.
Ponho meus pés pelo caminho
e tudo acontece no meu caminhar.
É noite as estrelas se apresentam,
o luar pouco a pouco vem surgindo,
clareando no mar as ondas que cantam,
meu canto de dentro vem saindo.
Sai como um gorgear do passarinho,
que leva melodia para todo lugar.
solta acordes como de um pinho.
Ao ninho não tem hora de voltar.
Nasce a madrugada da escuridão,
triste a lua some do firmamento,
porém a aurora raia com exatidão,
e meu canto encobre o sentimento.
Meu coração então me fala,
eu ouço com muita atenção.
É a saudade que me cala,
que exala nessa canção.
Acontece, o amor nasce assim
no coração e guarda para regar,
como se fosse uma linda flor, enfim!
Para ninguém ser dono de pegar.
Derval Souza.
Por um lápso a terceira estrofe de O Canto do Conto, houve um erro de grafia na palavra (GORGEAR) Grafia certa ” GORJEAR.”
Agradece,
Derval.
Quero agradecer esta oportunidade que voces nos dão. Desejo sempre muito sucesso, paz e alegria à todos.
O segredo de Jesus
Diziam que um homem simples
seria o filho de Deus
viera para governar o mundo
salvar e cumprir as promessas feitas
Jesus caminhava na terra
mais parecia um mendigo
começaram a sondá-lo
entenderem seus mistérios profundos
O filho de Maria o Salvador
era muito para a cabeça de todos
e os reis amedrontados
temiam perder a coroa
Jesus ja se acostumara
a ler a alma que o seguia
de si saíam forças
curando as dores e feridas
Perguntas lhe foram feitas
por aqueles que nada viam
e ele com calma contava
parábolas que explicariam
Falou do maior sentimento de todos
do amor não carnal, mas doação alma
este todos mistérios guardava
jamais deveria ser confundido
Nele existiam curas
da alma e da carne que morriam
Falou das sementes jogadas
das leis que imperam no mundo
falou que o homem era cego
perdera-se se tornou pequenino
Mostrou elementos diferentes
coisas que podem materializar-se
aí esta o segredo
que em Deus fez-se inspirar
Dentro de cada homem moram
estradas, caminhos,labirintos
e sómente uma luz pode
mostrar o verdadeiro caminho
Em cada homem existe mais do que ilusão
existem caminhos de sonhos e desejos
Imagine um brilhante
o tanto de reflexos tem
assim são as perguntas e respostas
que moram no centro do ser
Quando a luz do amor celeste
aquela que envolve espírito, alma, sabedoria
atingem o corpo brilhante
os caminhos se iluminam
Existindo a paz interior
a entrega do bem por mãos generosas
os elementos da terra
materializam a criação perfeita
ha milagres
Confusos são os homens
erram, não sabem ver
a beleza dos mistérios
que mora no coração seu
Ligados estão todos
elementos, sentimentos, força
mostrando e seguindo o caminho de Jesus
Deus cria vida no mundo, é chama
O homem celeste de cada um
vivi chorando dentro do ser
sempre aprisionado
por confusões que o homem carnal cre
Separam-se os sentimentos
lave-os com a espiritualidade
e o homem se torna feliz
conhece a liberdade
Nas profundezas do mundo
existem pedras preciosas
para mostrar seu valor
elas precisam ser lapidadas
O homem cego pega o magma derretido
queima-se com ele por engano
até mesmo esta lava da morte
com a essencia dos elementos divinos a modificando
se tornará a mais fértil terra
paz humana
Assim são os homens no mundo
ao conhecerem o segredo de Jesus
um dia se tornarão os filhos de Deus, o criador
criarão os caminhos brilhantes, lavas não os queimarão
Rosalina Herai
Obrigado pela divulgação no blog do meu poema. Sou muito feliz.
Derval.
ESMERALDA.
Oh! linda Esmeralda,
pedra preciosa do meu amor,
meiga, transparente e amada,
do seu olhar emana o fulgor.
Olhos verdes vêem o azul do céu
e o amarelo na mata verde.
Seu corpo esculpido de cinzel,
seus lábios de mel sentem sede.
Na água funda transparente,
de forma audaz seu corpo nu,
desenhado pela sombra inerente
do galho do velho cupuaçu.
Se tenho olhos do gato
ver-lhe-ia a noite se banhar,
entraria nos olhos do mato,
para mais perto lhe admirar.
Mais que rara beleza vejo
diante de mim, pasmado estou.
Deusa da fonte do desejo,
fonte que Esmeralda brotou.
Derval Souza.
CONTEMPLAÇÃO
Sino toca, é a hora da Ave Maria,
termina o dia, começa a revoada,
ouço o canto lépido da passarada,
se não o ouvisse que de me seria?
Do meu rancho eu posso desvendar
do terreiro ver a noite descer seu véu
com estrelas e lua a passearem ao léu,
os olhos fitam seu manto desnundar,
imagino uma prece e começo a declamar;
cenário deslumbrante, beleza incessante,
na linha do horizonte tudo é interessante!
ver o mar beijar o céu e o céu beijar o mar.
Sob o céu, tudo anima meu bel-prazer;
ouço o vento fazer cantiga de ninar,
vejo o São Jorge estampado à beleza do luar,
que se abriga no monte ao amanhecer.
Fico aqui embaixo a me contentar,
ver o firmamento com muita euforia,
mas, se pudesse daqui tudo eu veria,
sem ter que ir a outro lugar.
Derval Souza.
COLORIR
Tenho uma vida calma e colorida
mas, não tenho todas as cores na vida;
nem a vermelha, a paixão dos amores,
nem a rosa, a formosa das flores.
Quem dera na primavera pudesse colher
todas as flores, no meu coração acolher
a eu pertencê-las, eu não hesitaria,
que no meu coração as prenderia.
Derval Souza.
AUSENTE
Ausenta-se no pensamento,
viaja com a força do vento
para América do Norte.
Chega em Las Vegas,
anda a noite às cegas,
entrega-se a própria sorte.
Entra num luxuoso cassino
onde toca o sino
para o jogo começar.
Ganha dinheiro americano
a meia noite jogo no pano,
vem a coelhinha a lhe abraçar.
Toma um drinque com ela
e jantam a luz de vela,
seus olhos brilham azuis,
como as estrelas piscando
lá no céu saltitando,
manifestadas de luz.
Mas o tempo não cedia
passou a noite para o dia,
e lhe levou ao Canadá.
Vestiu-se de esquimó,
para se aquecer melhor
naquele clima polar.
Sufocado de saudade
em busca da felicidade
na América sul.
Perde-se no pensamento,
de volta com aforça do vento
para a América do Sul.
Chega na Bahia,
anda na noite, anda no dia
no chão do seu Brasil.
Gasta todo o dinheiro,
que ganhou no estrangeiro,
que opensamento refletiu.
Derval Souza.
Olá!
Vim aqui a convite de Marco Bastos e me deparei com um espaço espetacular e que faz jus ao nome escolhido.
Parabéns pela iniciativa!
Márcia
Sim, deixo um de meus sonetos, publicado hoje em O Imaginário.
Laços Lassos
© Márcia Sanchez Luz
Não quero mais teu corpo a me tocar
pois que já mal decifro o que estas mãos
me dizem quando ponho-me a te olhar
e não descubro nelas afeição.
Não posso com teu corpo concordar
e me fingir ausente em sins e nãos;
isto seria o mesmo que negar
que ao lado teu não vejo solução.
Aí me pego aflita, em mil pedaços
e me distraio quando escrevo um verso
que me responde (meio de tropeço)
o que já sei de nossos laços lassos.
Agora entendes o meu ser disperso?
É a solidão a reclamar seu preço.
O DIA COMEÇA.
Na idéia são seis horas da manhã.
No corpo doentio, a perene lassidão
atrela-se a própria falta de vontade,
sob a luz do dia, a confusa mente tantã.
Olhos insones nas pálpebras fechadas.
o colchão de molas amolda o corpo imóvel.
A audição imperfeita, não percebe ao longe,
o canto harmonioso da passarada.
Lábios escondem a obra do protético.
o cobertor esconde o corpo do pescoço aos pés,
deixa sob a luz viva à pálida máscara
na aquela posição de patético.
Enfim, os olhos nascem de trás das pálpebras
quando passam duas horas das seis.
Abrem-se os lábios ao ressonar a boca,
o corpo volta à mobilidade do que ficou prá trás.
Tudo que antes passou não sentiu saudade.
Ajusta-se o aparelho auditivo nas orelhas,
houve os pássaros, os pássaros canoros.
Assim, o dia começa com literalidade.
Derval Souza.
Solicito publicação de meu poema “Inverno”.
INVERNO
sinapses entrecortadas
dos últimos lampejos
deliram
e inundam de flocos
de lã e infância
o leito de jornais
sob a marquise
de manhã
quatro soldados
(as fardas de lã)
soerguem o corpo
hirto
e segue o cortejo
no carro oficial
entre os dedos rijos
a ponta de cigarro
ainda não acesa
é vela que insiste
no rito cristão
Deise Assumpção
Escrevedor
não escrevo o que não sinto
amadora que sou
sinto o que não escrevo
jeito de amar a dor
escrevo o que não sinto
salvo a vida
não sinto o que não escrevo
nem percebo que vivi
Expansivo
Agora irei negar-me a qualquer ruído
emanado de cérebros desiludidos.
Vozes com sons de tiros,
melodias tiradas do instinto primitivo.
Silenciar-me no inconsciente tranqüilo,
livre do que não faz sentido.
Sem juízo, mas com o domínio
da força vital do organismo.
O coração a pulsar etéreas poesias,
transportadas por entre veias multicoloridas.
Órgãos em pleno serviço da arte,
visões de um novo mundo.
(Felipe Durand)
O Gosto da Noite
Tu és a sombra misericordiosa do meu mundo,
O calor que aquece as pálpebras num sono profundo.
Grito que ecoa na fuligem grossa do olhar obscuro,
Dilacerando-me, conquanto, ao mais alto custo.
Tu és meus sentidos castigados com encanto,
A agonia que transborda ao clamor de um pranto.
Ouve-me então sempre quando chamar-te por tanto,
Pedindo à tua tortura: – Seja insônia sem desconto!
(Felipe Durand)
COLOSSAL
Sabendo que qualquer satisfação
É sempre um presente,
Um eu esperançoso;
E que quando dela temos noção,
Já estamos, há muito,
No fundo do poço:
Tornar-me-ei transcendentemente novo.
Sabendo que a maior aspiração
É aquela que nos aproxima
Intuitivamente do colosso, −
Nada me será tão mais perigoso
Quanto descansar à sombra
De algo glorioso.
Só o futuro é imparcialmente grandioso!
(Felipe Durand)
Minto naquilo que me basta
Minto naquilo que me basta,
tudo falta… tudo falta.
Numa estrada vazia que prossigo,
na contramão de falsas alegrias
sou honesto, sou contido.
No osso roído que ainda insisto,
como cão sarnento sem companhia,
sou completo, sou rico.
Na fuga das mentiras que acredito,
faço pompa de estórias minhas,
sou secreto, sou preciso.
Minto naquilo que me basta,
tudo falta… tudo falta.
(Felipe Durand)
Solicito publicação dos poemas e felicito os idealizadores do site e todos os poetas. Abraços!
POR DO SOL NA PONTA DO HUMAITÁ EM SALVADOR.
ver um cenário fascinante em fervores,
olhada, laborada pela natureza em festa
quando a beleza preservada se manifesta
em abundante coquetel de cores.
pedaço de terra que as ondas vêm beijar,
aonde o sol com seus raios flamejantes, refletindo
nas ondas a baterem no barco a velejar,
é o apoio da à natureza no explícito sentido.
o vento vai buscar as ondas lá bem longe
que se desmancham em brancas espumas
de bolhas, deitadas no verde manto de monge,
e ressurgem em sucessão, da vida em suma.
pouco a pouco, a tarde vai morrendo
a sombra ocupa o lugar, de a luz solar.
o pescador recolhe seu apetrecho e, vendo
que ao sol se por, é hora de regressar ao lar.
os peixes sustentados em suas nadadeiras,
pulam de alegria, e mergulham com salto ornamental
e se despedem do dia. Mas a água beira
a areia e busca o calor do último raio letal.
o sol declina no horizonte com o último raio!
a nuvem esconde a fonte de energia para se deitar
que mostrou durante o dia, a nós o seu ensaio
e, no lusco-fusco a saudade do por do sol do Humaitá
Derval Souza.
MENINA.
Menina! Dos olhos verde tentadores,
que fascinaram tantos amores
e logo os encantaram também.
Mas faz parte da sua vida,
do vai-e-vem para ser querida,
com o olhar que outra não tem.
Seus olhos têm pigmento da clorofila,
de forma amendoada as pupilas,
daquele jeito faceiro de olhar.
De onde vem essa beleza inocente,
que faz nascer no coração da gente,
tanto amor prá se espalhar?
Derval Souza
12/04/2009.
GRITOS AGONIZANTES DE UM CORAÇÃO SANGRANDO
A dor profunda vem invadindo a carne imitando uma bárbara adaga fria, enfiada por um cão danado entre minhas costelas e a bacia; grito meu grito abafado que ecoa como que de uma caverna sombria lotada de condenados, dói o peito, rasga-se a alma e o corpo fica em agonia.Pobre daquele cujo coração não experimentou o amor, bálsamo divino que confere alegria e esperança; sem amor o espírito cansa e fica em noite mesmo que seja dia…
Na escuridão profunda de todo tormento e em constantes descontentamentos segue a vida desprovida de propósito, e toda luz é escuridão, rasteja o homem como se verme fosse por toda a terra, carne decomposta e matéria podre na infinidade de sua agonia e no desespero de sua solidão.
Se é dia de sol, que se tente roubar de seus raios um pouco da alegria; se vem a brisa, que leve consigo um pouco de toda dor; que com a noite caia também tempestuosa ventania e que nas torrentes gotas enfurecidas, a noite chore comigo o meu choro e grite comigo o meu grito insano com tenebrosa força e pavoroso ardor.
Se nesta vida não há para um homem um amor, que os demônios levem também a esperança, rasguem-na com suas garras negras, para que ela, em sua doce natureza, não maltrate ainda mais os corações errantes que batem em peitos já delirantes que se debatem em plena luz do dia.
Por fim, quando aquela que me persegue, a morte certa, chegar a me encontrar; quando me der seu abraço triste e com seu hálito imundo sussurrar este poema ao meu ouvido surdo; meu espírito já estará morto, porque a vida lhe negou a vida, porque não teve a quem chamasse querida e agonizou aos poucos em muitos anos.
Agora morto, deitado em fria catacumba, talvez seja este o meu próprio inferno, o final da dor; onde talvez as larvas e os vermes podres me façam juras de amor e eu já em minha demência morta, acredite que seja eterno.
(Clodoilson Lemos)
ENCÔMIO
(Derval Souza)
Coração aguenta a paixão e a dor,
maus tratos, ultimatos que sofre.
Sustenta firme na cavidade o amor,
amor, há muito que o tempo absorve.
Consola-lhe os choros, que chorados se vão
prantos caminham no sangue ainda quente,
correm com fervura em perene solidão,
com grande afã de quem ama e sente.
È forte com os músculos que lhe forma,
o desempenho de atleta, que busca o sucesso.
Não se abstenha do amor que transforma
esse orgão da vida que vive submerso.
Invadido pelos sentimentos de vate,
que expõe com a expressão de talento
envoltório um amor ferido, que parte
do âmago a angústia e desalento.
Fala do amor abstrato, da idéia abstrata,
onde o imo retrata um sofrimento,
mas, dentro de si um grande amor relata,
admissível amar e sofrer em igual tempo.
Estar aqui, e lá é possível estar.
Estar aqui e lá é possível estar,
mesmo que a distancia for fronteira estrangeira,
sem entender a linguagem de lá é só acatar,
que o coração sente a idéia exata primeira.
De que vale a terra estrangeira se não é vossa
mas vale amor no coração na terra estrangeira.
Não é tendência da alma para se apegar a moça,
ou a pessoa dotada de afeto e paixão passageira.
Se não for possível fazer o impossível realizável,
o estado de espírito crê firmemente no que penso
do amor que brota do coração ele é imutável,
como o sábio que fala o que sabe com bom senso.
Deve-se falar daqui de quem estar por lá
do modelo perfeito que tem prá ser vivido.
Fala-se do amor e não de objeto amado prá se beijar,
fala-se da desventura do beijo por ocasião exibido.
Assim como o colibri beija a flor ardentemente,
porquanto a natureza em festa de modo a se beijar,
personifica o amor na sua forma mais suavemente,
que atinge o coração com flecha célere a pelejar.
Sabe-se que é crível fazer do dificílimo a viabilidade,
pecorrer nações sem obstáculo e sem limite inteiro
com amor sem fronteira, sem pátria e sem cidade,
mas com um organismo que vive o coração hospedeiro.
Derval Souza.
BRIO LITERÁRIO.
Literaturar o poema ao nascer,
nascido do imaginário sentido,
a poesia escrita continua ser
a ode com registro defenido.
Fere-se o brio literário ferido ante,
expressivo da vida, e na vida vive
a idéia exata, muda e ressaltante
na linha escrita o poema sobrevive.
Alenta o poeta pelo respeito à arte
da poesia e a literatura sem palavreado,
intangível como o céu que abriga marte,
expressa do coração, coração sem cadeado.
Derval Souza.
MAR DA BAHIA.
Aos sôfregos olhos, abre-se a manhã aclarada
como um seio revolvido a Bahia esplêndida,
brilham as aguas verdes encostadas,
uma após as outras saírem para beirada.
Confusas finalmente sob a obra do vento
em névoa cândida fechando o cenário.
Juntos os olhares absorvem sofrimento
corações sugam o ar do orbe imaginário.
Nas praias as águas se adornam espumando sobre a areia,
porquanto, lá se vê o verde claro dos coqueiros
expostos em leques trêmulos emite o canto da sereia
sob o céu o vento sacode os galhos derradeiros.
Nesse mar debaixo da abóboda celeste, enfim
o verde esmeralda ergue do golfo das águas certas
em toda a pacífica paisagem a felicidade sem fim
é, o sol chispando na solidão e no silêncio das águas desertas.
Derval Souza.
O AMOR MORREU
O dia todo sentado,
a noite toda acordado
procurando aquele verso
que se escondeu
- pois estou triste -,
meu amor, queria
agora um abraço teu.
O Silêncio tomou sorrindo
todos os cantos da minha alma
apagada, chorante…
onde antes ressoava
uma felicidade descomunal,
onde a luz antes irradiava
com uma intensidade radiante
hoje tornou-se uma sombra imortal.
E se lágrimas brotam do papel,
meu amor é coberto de terra…
meu coração é todo de fel
meu amor é coroado com uma lápide,
- e não entra no céu…
é posto na plaquete, no jornal que encerra
a coluna de óbitos - meu amor morreu…
está enterrado… meu amor o teu
amor versado… se mortalheceu.
Colo de Mãe.
Olhar para dentro de mim
e sentir nojo da humanidade…
mãe, em seu colo, quero chorar,
mas sou tão homem - tão homem
que minhas lágrimas tornaram-se
rangeres de dentes e socos na parede,
motivos vazios e discursos apaixonados…
por uma liberdade que não existe.
Olhar para dentro de mim
e sentir a grandeza do mundo:
tão fenomênico, tão glorioso
apresentado em minhas putrefações,
minhas overdoses, meus porres,
minhas tentativas de suicídio…
ou de chamar tua atenção
- chamar tua atenção, mãe, quero…
chorar em teu colo, derramar-me
de cólera, ódio… desespero, desesperar-me
por ser homem como os homens
que tanto enojo… mas,
que são tão homens - homens demais
para pedir o colo da mãe…
para chorar.
Intra-katabasis.
Eu não vou dormir,
não vou tocar este silêncio
com um só gemido
desta dor lancinante
que erraja meu coração
vazio, não… não vou dormir.
Este silêncio machuca este
lacrimejar transborda esta
dor sangrando neste espelho,
mostrando-me tão triste,
que assustado com a vida
noto a agonia definhada,
num canto, enganando-se,
num sorriso flácido
de olhar pálido, falso…
dizendo-se trincada,
dizendo-me trancado
nas horas gritantes, seguintes,
elucidantes de um pingar
de segundo extremo, passado,
perdido, procurando um só…
apenas um motivo para continuar
a viver.
Mas não… não vou dormir…
tenho medo de me dizer
que estou morrendo
a cada despertar,
a cada segundo, cada ano,
cada aniversário é um enterro
e sepultada é a minha esperança
de prevalecer à morte…
com uma caneta na mão,
um papel sobre o olhar
no pulsar tremelicante
de uma nova poesia.
ERA UMA VEZ…
Lílian Maial
Era uma vez um lá longe,
certo, firme e seguro,
como as montanhas e rochas.
E era tão desenhado,
tão concreto,
que nem o tempo poderia dissolvê-lo.
Tinha um quê de sempre,
um tanto de encanto,
e um doce vôo de pássaro novo.
Planava no olhar,
feito pluma de se admirar.
Era uma vez um tão perto constante,
que se tornou longe,
areia por entre os dedos da manhã.
Um sem querer de silêncios,
um descuidar de afagos,
um sonegar de sorrisos,
que fez um vão – ôco ninho -
de engolir as pedras do caminho.
Era uma vez a promessa,
a verdade e a certeza,
que se afogaram
em mar de treva,
mesquinha vingança e cegueira.
E veio a lacuna,
a sombra,
a dúvida,
a mentira.
Era uma vez um amor
tão certo, firme e seguro,
tão imenso e concreto,
que se fincou na lembrança,
cordilheira de versos,
de vazios e lamentos,
que por si só respira
e transpira a saudade soprada no vento
espalhando o perfume
que ainda exala lá longe…
************
SIPAÚBA, TERRA DE NINGUÉM
Sou um poeta sonhador
do meu lugar defensor
por achar uma injustiça
por causa da tal cobiça
ficarmos abandonados
neste lugar desprezados
essa tal de segurança
não manda nem esperança
de aqui aparecer
pro meu lugar proteger
mas há em nós esperança
de que aqui chegue a mudança
com a emancipação
para que esta nação
tenha o devido respeito
conquistar os seus direitos
ser um povo independente
com bancos e ensino médio
ter saúde e ter remédio
ter um povo mais contente.
(Elismar Rodrigues da Silva)
O SENTIR DO SER.
Ser o único ao meio de tudo,
ser vários ao meio de nada.
Na carência ser o mudo,
ser veleiro a navegar a lada.
Às vezes não reflete o registro,
se na sua falha for o tudo.
A própria sombra o sinistro,
a lápide que aguenta o mundo.
A multidão que celebra seu feito,
efeito que aclama em dizer não,
ser o palco que mostra o defeito,
sem saber direito sofre seu coração.
Ser da vida o ser que vive,
ser filho, o fruto da morte,
ente do mundo que o serve
e que vive com tanta sorte.
Ser o brilho do sol qur brilha,
raio que nuança a floração,
Ser tigre que faz a trilha,
Eros em busca da afeição.
Ser um par que empata
e ímpar um amor incessante.
Ser alegre, ter a vida que acata,
ser amado, antes ser amante.
(Derval Souza).
SONETO POR UM AMOR MAIOR
Quero o soneto como ninguém faz
Pelo amor que ainda aqui perdura
Em versos, trespassado por haicais,
Dourada filigrana, luz, moldura.
Falar ao amor que o amor se liquefaz
Sem embeber papéis, saliva pura.
Sem o querer torturas orientais
Água na pedra que um dia fura.
Cantar um canto, plena primavera.
Na chuva, arco, irisado barco.
Os nimbos voam - velas da quimera.
Nessa heresia um sapo, um charco.
Voa o amor, mera libélula era
Como li_belo - retesado arco!…
Marco Bastos
E aqui os haicais:
plena primavera.
arco, irisado barco.
- velas da quimera.
um sapo, um charco.
mera libélula era
- retesado arco!…
Marco Bastos.
LÁ_BIRINTOS NAS ORQUESTRAS DA PILÍTICA
(da elipse à metonímia)
O mundo é uma bola redonda,
vera casa de marimbondos.
- que honda!…duras as lógicas dos incestos.
vox populi vox dei - palavra de rei?
- o mundo é uma mola - sem lei!
- quero mais colo e mais tempo
penso que sou teu escudo!…
a caixa, sinecura por dentro,
agora fica escura por fora.
- são todos os amigos del rei…
abscessos e seus contranexos
a lógica nos processos se esfuma
para manter marimbondos-rei.
liberto - nego a ideologia dos asseclas
- renego a revoada de poetas!…
Marco Bastos
Quisera eu©
Elizabeth Misciasci
Quisera eu,
Ter a sabedoria dos mestres,
Para entender o sentido do que se faz
Intangível por conveniência e presunção,
Sendo apenas privilégio de poucos…
Quisera eu,
Ter o poder de aniquilar a desigualdade,
o preconceito, o desancar e o abandono,
Que acompanha os miseráveis
impiedosamente desajudados.
Quisera eu,
Ter a supremacia para exterminar a luta armada!
Recomeçando do nada, resgatando tantas perdas
Que a memória não perdoa…
- Reescrevendo a história!
Quisera eu,
Ter a perseverança do Insígne,
Que se torna altivo, quando em desagravo não se omite,
Conscientiza e aplica!
Sendo o Mister
pra fazer e distribuir Justiça!
Quisera eu,
Ter o dom da envolvente palavra que adoça e acalenta,
Sem a pugna desgastante
A desviar-me dos imorais conflitantes,
Extinguindo dores e desafetos.
Enfim…
Quisera eu,
Ter a perfeição da fala,
Fazendo me entender e se estender
com excelsa maestria.
E assim, agir em cada linha,
Em toda frase, feito uma sublime magia
á resgatar o que se perde pela vida…
Transformando letras e versos,
Na mais doce poesia.
São Paulo-SP
*Elizabeth Misciasci - Presidente Projeto zaP!, Jornalista, Humanista, Escritora, Pesquisadora.
*Embaixadora Universal da Paz no âmbito do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz.
Cercle Universel Des Ambassadeurs De La Paix - Suisse/France
*Membro Correspondente da Governadoria da InBrasci no Estado de São Paulo
- Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais -
*Cônsul Cidade de São Paulo - Poetas do Mundo -Brasil. -ID 2860
Mutável©
Elizabeth Misciasci
Não vou rasurar meus versos,
nem tão pouco
mascarar meus desejos.
Intenso se faz o anseio
que de volátil palavra,
se distancia.
Mundos distintos…
Não te cabe aqui!
E sem apiedar-me de ti,
trilho outro caminho.
Passado que já apartei!
Somos cada qual
uma estrada repartida
onde me lanço,
travo guerrilhas.
Seguindo adiante percorro
admitindo novo dia,
readquiro a alegria
na certeza do Mutável!
Rasgo as folhas amarelas
e editando um novo conto,
não me permito mutilar.
Saudações
Procurei uma outra forma de enviar para poder participar e não encontrei, se estiver errado por gentileza me envie como entrar.
Grata
COMO MUDAR…
Como fazer para tirá-lo do meu viver…
Como podes deduzir que outro já ocupa teu lugar…
Como podes imaginar que te esqueci, se ainda está em mim…
Bem resistente…Bem persistente.
Não me julgues por teus atos…
Somos bem diferentes.
Como posso colocar outro em teu lugar…
Se ainda sinto teu cheiro pelo ar.
Se ainda desejo teus beijos…
Se ainda sinto teus braços ao meu redor…
Fecho os meus olhos e te vejo…
E isto é uma grande incoerência…
Mas de olhos abertos me vem à realidade…
E nela sei que não estas.
E que isto eu não posso mudar.
Mas como mudar…
Esquecestes de me ensinar…
A não te querer… A não te esperar… A não mudar…
E só agora me dei conta de que para recomeçar…
Eu preciso em primeiro lugar, retira-lo do meu viver e pensar.
E hoje quando eu acordar… E novamente verificar…
Que já não fazes parte da minha vida…
Riscarei outro rumo, mesmo que seja difícil retroceder…
Às vezes temos que buscar coisas do passado…
Para reconhecer o caminho desta nova jornada.
E é bom eu bem depressa aprender a aceitar…Mudar.
E tudo resolver com bastante lucidez.
Para enfim…Te esquecer de vez.
Por Ruthy Neves
23/05/05
Taubaté-SP
ESTADO DE ESPÍRITO
NESTE TEMPORAL DE AMOR
COM VENTOS TEMPESTUOSOS.
NESTE MAR DE SENTIMENTOS.
NÃO POSSO FECHAR MEUS OLHOS.
PARA NÃO TER MAIS SOFRIMENTOS.
O REMÉDIO É ESCREVER…
PARA PODER DESABAFAR…
SÃO APENAS ESCRITOS…
QUE A PÁGINA BRANCA ACEITA.
MAS ELAS ANALIZAM E MOSTRAM
O MEU ESTADO DE ESPÍRITO.
ÀS VEZES FICA DIFÍCIL…
DELES SEREM TRANSMITIDOS.
ÀS VEZES COM NEXOS…
OUTRAS…TOTALMENTE DESCONEXOS.
PORÉM…É SÓ UM SENTIMENTO.
MAS, EXISTE UM TURBILHÃO…
DE EMOÇÕES DESENFREADAS
NESTE TUMULTUADO CORAÇÃO.
LADO DIREITO DIZ SIM…
LADO ESQUERDO DIZ NÃO…
POR FAVOR,…FAÇA LOGO ESTA ESCOLHA…
É SIM OU NÃO…NÃO ME DEIXE NA MÃO.
É ELE QUE IRÁ PREENCHER E ACALMAR…
O VAZIO DO MEU CORAÇÃO?
RUTHY NEVES
TAUBATÉ-SP
22/07/2006
OUTROS ARES
Eu preciso sair daqui.
Mudar o cenário.
Virar a página.
Ir em busca de outros ares.
Conhecer novos caminhos.
Que eu sei que você não andou.
Tudo aqui me lembra você.
Isso me machuca…
Trazendo-me amargura.
Em outros lugares…
Meu coração terá brandura.
Será bom saber…
Que ali…Ninguém me machucou.
Nada como o dia a dia…
Para fazer história.
Não pensar em você.
Já será uma grande vitória.
Por Ruthy Neves
TAUBATÉ-SP
11/03/2006
Eu já conheço você.
Um dia minha vida…
Esteve ligada a sua.
Vivendo o sonho infantil…
De ser a sua querida pretendida.
Costurei meus sonhos nos seus.
Fazendo a colcha que cobria…
Nossos corpos nus,no doce…
Desfrute dos desejos que ardia.
A entrega inocente e perfeita…
Deixava as emoções latentes…
A noção se perdia,e quando refeita…
Via-se em perguntas, sempre presentes.
Era a primeira vez…
Entrega que precisa ser valorizada.
Por quê a natureza masculina…
Não deixava eu ser sua única amada?
Procurava em outros braços…
Coisas que não faziam sentido.
Era cruel,e desfaziam nossos laços…
Criando lacunas,onde tudo era perdido.
E se perdeu no tempo e no espaço…
Onde os sonhos viram realidade.
Sendo agora difícil resgatar…
Qualquer motivo que nos leve a felicidade.
Eu já conheço você…
Não lhe darei outra oportunidade…
Tenho cinco motivos para ver…
Que você foi cruel de verdade.
POR RUTHY NEVES
19/09/07
TAUBATÉ-SP
Louca
Sou louca!
Sou louca sim!
De esperá-lo…
De desejá-lo…
De criar um mundo…
Onde existe…
Somente eu e você.
De esquecer o que me magoa.
De esquecer o que você…Sempre esquece.
Esquecer de mim para viver você.
Sou louca por você…
Quer uma loucura melhor…
Sou louca por pensar…
O que vamos fazer…
Quando nos encontrarmos.
Talvez não seja a minha “loucura” ·
Mas seja a sua…Louco…
Porém, sem coragem de mudar…
A minha vida e a sua. Toda loucura…
Para ser loucura tem que estar acompanhada de uma dose de coragem…
Sem ela nenhuma loucura vinga…Deixe a nossa acontecer…
Experimente ser também um louco.
E venha até a mim…
Estou lhe esperando com toda a minha loucura de amor.
Sou louca de falar-lhe isto…
Talvez você…
Não queira ser louco como eu.Talvez você…
Já me esqueceu…
Então não será mais loucura…
Está livre deste amor…
Ele não era eternamente.
Não tem motivos para ser louco.
E eu…Em minha loucura, meio consciente…
Finalmente…Digo-lhe adeus.
Por Ruthy Neves
15/02/06
Taubaté-SP
Uma flor nos seios
A flor exalta e enobrece,
O que alimenta e acalanta.
Nas doces sugadas de quem nasceu…
Nos engrandece e a todos encanta.
Constatando que a frágil e meiga menina…
É agora uma mulher…Cresceu.
Ruthy Neves
08/07/2009
Taubaté-S.P
Sonhos de Menina
Nos dias vividos com o seu amor…
Imaginado…Achava que poderia…
Atravessar todos os caminhos.
Lindos…Tenebrosos…Terríveis…Maravilhosos…
Não importaria…Desde que em seus olhos…
No seu pensar…E em suas mãos…
Eu tivesse muitos carinhos.
Imaginava a estrada florida…Poderia ter espinhos…
Mas nada…Nada…Atrapalharia…
O brilho que em meu coração…
Entorpecido de amor…Por você…Sentia.
Era maravilhoso imaginar…
Que juntos envelheceríamos…
Cuidando de nossos filhos…
Mais tarde de nossos netos…E assim…
Muito mais completos nos sentiríamos.
Seria como no findar da tarde…
Que mesmo sabendo que ficará escuro…
Tem a mais rica beleza.
O céu tingido de vermelho recebe a luz…
Prata do brilho da lua e das estrelas.
E completando a matiz perfeita…
O brilho amarelado das luzes é como ouro…
Findando tudo com muita nobreza.
Era a vida perfeita…Amor…
O meu primeiro amor…Para toda vida.
Onde todas as histórias vividas…
Teria seu troféu de ouro…
Coroando as emoções de nossas vidas.
Porém…O tempo futuro
Desfez-se no presente…
E a solidão daquela partida…
Permanece instalada no peito…
Vendo os sonhos juntos acontecerem…
Mas numa vida dividida.
Breves encontros…Festas sem sentido…
Cada qual no seu lado…Vendo tudo acontecer…
Numa vida, quase juntos…Quase feliz…
Porém…Com o coração partido.
Cheio de lembranças…
Que fazem cair lágrimas pelo rosto…
Mulher…Quase criança…Sabendo ser em vão…
Pois não aplacam o desgosto…
E nem acalmam o coração…
Apesar dos anos e anos se passarem…
Tornando o corpo fresco e juvenil…
Em um de meia idade…
Com o coração quase velho e cansado…
Mas…Que ainda continua sonhando…
Sem ser nada senil…
Como uma rosa em botão.
Que espera se abrir…
Para inundar de beleza…
O jardim do coração.
Por Ruthy Neves
18/10/2007
Taubaté-SP
EU AMO A VIDA…SEMPRE…
APESAR DAS DESILUSÕES.
MUITO MAIS AGORA…
QUE ACHEI A CHAVE…
PARA ABRIR AS AMARRAS QUE ME PRENDIAM…
NESTA PRISÃO DE ANTIGOS SONHOS E PAIXÕES…
SONHOS QUE JÁ NÃO EXISTEM MAIS.
QUERO O SENTIR, DE MÃOS REAIS…
O GOSTO DO BEIJO,E DO AMOR…
QUENTE E APAIXONADO…
QUE ME ERAM TÃO HABITUAIS.
QUERO SENTIR O ARREPIO QUE A BOCA…
ÁVIDA E SALIENTE PROVOCA NO MEU CORPO
NÃO ESTE FRIO E GELADO…ARREPIO…
QUE RECEBO DAS LEMBRANÇAS.
QUE TAMBÉM JÁ SE PERDERAM NO TEMPO…
CAUSANDO AGORA TAMBÉM INDIFERENÇA.
COLOCAREI TUDO PARA FORA…
O FOGO,O DESEJO,A PAIXÃO…
ESTA AMARGA SOLIDÃO…SOFRIDA ATÉ ENTÃO…
E ESTE AMOR OU APENAS PAIXÃO…
PORÉM…SEM FORMA DE PRISÃO…
VIVEREMOS SEM DEMORA…
DESCOBRINDO JUNTOS O PRAZER…
E O GOZO DESTA NOVA UNIÃO.
POR RUTHY NEVES
15/11/07
TAUBATÉ-SP
Prisioneiro
Tão pequeno e tão maravilhoso…
Demonstra dignidade ter…
Que mesmo estando numa gaiola dourada…
Não fica silencioso em seu penar…
Coloca acima o seu saber…
Presenteia a todos, mesmo aos seus algozes…
Com trinados para todos se maravilhar.
Ruthy Neves
11/02/08
Taubaté-SP
TRAMA – Regina Lyra
Trama-se na noite insone,
Escuta o gemido pungente.
É o assalto do dia,
Que escoa na noite sombria.
O grito soturno ecoa,
Qual veste do lobo que uiva,
Retirada em prantos de dor.
Atônito encontra a sombra.
Em sobressalto, levanta-se a custo:
Hesita
Ao mostrar os dentes
escuros.
Lyra, Regina. Entre_Nós. João Pessoa:Ed. Universitária (UFPB), 2008
MAR DOS OLHOS.
(derval souza)
No mar dos seus olhos navego,
cruzo o oceano, inocente e puro,
no seu coração deixo meu futuro,
lá no horizonte me entrego.
Com franqueza digo o que sinto
sem malícia e sem disfarce,
estampado em minha face,
meu ego, meu intento.
No momento do meu intento,
expresso minha alma à vontade,
mas perto o amor de verdade
da paixão o meu sentimento.
Mas em forma de juramento,
na minha vida será uma dama,
que me ama a quem eu amo,
como a chuva que ama o vento.
Cláudia,
É com alegria que vejo no blog os meus poemas e dizer;
“TUDO VALE A PENA SE A POESIA NOS ENVENENA”
Felicito-lhe pelos sites maravilhosos e pelos seus artigos.
agradece,
Derval.
Bom dia Claudia
Tentei enviar no Recado dos Navegantes mas só tem um presente lá (muito bonito por sinal) já envie vários textos e tem somente um publicado , poderia me informar se são contrários a alguma especificação exigida pelo site? Os números são:89/88/87/86 talvez por estarem juntos? Agradeço se me enviar resposta para aprender corretamente.Obrigada
Ruthy Neves
Boba acreditei…
Mil promessas…Sempre ouvi.
E no afã de vivê-las… Jamais desconfiei.
Que iria não fazê-las.
Boba… Acreditei…
Olhando agora neste grande espelho.
Miro os dias lá atrás…Como pude perdê-los…
Agora tenho pressa…O tempo não voltará.
Não vou recuperá-los.
Vou depressa viver todos os dias que.
Ainda me restar…
Será dia por dia…Sem nunca acreditar.
Viver bem o agora…Para depois não questionar.
Que fui largando tudo para trás
E ver que é tarde demais para voltar.
Por Ruthy Neves
Rascunho
Içar meus olhos aos céus
Manter os dois pés no chão
Abrir os braços enquanto cai à chuva
O que me resta senão rir.
Sonhos são construídos de dentro para fora.
A luz atravessa a mais densa neblina
Caminho sem pressa
O deserto contém grãos de lembranças
A mentira é a origem do homem
Notar, notável, notícia.
É pecado mentir? Quem nunca mentiu?
A lágrima envidraçada não escorre no rosto.
O coração espairece num luzir imaginário.
La fin est le début d’un nouveau depart.
Tradução: la fin est le début d’um nouveau départ (o final é o princípio de um novo começo)
Autoria: Ellen Ogath
Parabéns pela iniciativa do site, deixo uma colaboração
Amar e ser feliz
Oh! Poeta amado meu…
Nos seus versos você descreve a sua alma…
E toda capacidade de amar.
Eu quero conhece-lo com calma.
Como a brisa que vem do mar sem revolta.
Para descobrir onde fica o ponto…
Entre o sonho e a realidade que me fez despertar…
E querer me entregar em histórias reais…
Deixando de ser tonta por não viver…
A beleza de um novo amor.
Deixar-me envolver por seus calorosos abraços…
Inundando de calor a frieza e a sequidão de minha alma…
Que estava ainda cheia de dor…
Sem prestar atenção em minha volta.
Com saudades que até hoje devorava…
As maravilhosas emoções adormecidas de um amar.
Porém a razão já não dorme…
E a solidão que fiz minha companheira…
Arranco como a dor de uma partida…
Em outros tristes dias de outrora.
Tirei a falsa lucidez dos meus tormentos…
E caí num abismo que agora saio refeita…
Pronta para lhe dar o mais puro dos sentimentos…
Amor…Amar… E ser feliz…
Fazendo-o feliz.
Ruthy Neves
Taubaté-SP
AUTO-EXÍLIO
DEU VONTADE
DE IR EMBORA,
BATER A PORTA,
FECHÁ-LA PARA SEMPRE.
SAIR
E NÃO ME DEIXAR ENTRAR.
(Cecília Villanova)
Eu amo você
Você não sabe o que vai acontecer…
Quando o querer conhecer, fica presente em seus dias.
A pessoa vem devagarzinho, enredando de mansinho.
Como uma aranha tecedora, faz teia de carinhos…
E o prende sem vontade de sair.
Sair para quê?
Conheceu tudo com você.
Os seus braços quando rodeiam…
É a proteção do amor.
Pode ser só de leve ou um bem apertado.
Destes que você toca o coração num aconchego da alma.
Fazendo você ver e sentir… Que dali não quer mais sair.
É ali que o seu ideal imaginário fica conquistado.
E o seu corpo?
Só a presença aquece.
Não é preciso nem tocar.
Porém quando se tocam, dá para sentir toda a essência, do que dizem que é amor.
Não é preciso palavras…
Somente troca de carinhos, e depois a tranqüilidade do prazer.
Você a faz uma mulher feliz, ela sabe que o faz um homem feliz.
Dá para sentir em suas atitudes.
Hoje eu sei, amanhã não sei…
Não quer lhe prender.
Quer que se prenda apenas com a alma, não com o corpo que pode sair.
Quer que tenha liberdade de ir e vir, como uma borboleta.
E que volte sempre onde encontra a paz e a tranqüilidade…
Depois de sentir amor…
O meu amor… Eu amo você.
Ruthy Neves
Se eu fosse lhe diria
Sou romântica sem ser…
Sem ser porque não sei falar palavras maravilhosas…
Daquelas que enchem o coração de paixão…
Ouvindo nas palavras, músicas melodiosas.
Se eu fosse eu diria…
Que cada dia sem você é somente…
Morrer vivendo…Morrer de olhos abertos…
Vendo tudo sem querer, sem vontade de ir em frente.
Se eu fosse eu diria…
Que em meus sonhos você está presente…
Que você não saiu de nenhum deles…
E você preenche sem nem aqui estar, a minha mente.
Se eu fosse eu diria…
Não… Eu não diria, eu agiria…
Cobrindo-o de beijos, daqueles cheios de desejos…
Que eu lhe disse que nunca acabaria.
Se eu fosse eu diria…
Que eu o amo como nunca imaginei amar.
Não… Minto… Eu lhe disse…
Que nunca deixaria de amá-lo…
E que até no final dos meus dias, ele não iria acabar.
Se eu fosse eu diria…
Que no dia que eu parti…
Levei comigo todos os sonhos de menina…
Aqueles que são feitos perante Deus num altar…
Sonhando ser a rainha, e de repente ser a mendiga quando desisti.
É desisti, sem desistir…
Se eu fosse eu lhe diria…
Que nossos passos se encontraram para sempre…
Renovando-se por outros caminhos…
E que dando tempo ao tempo, fatalmente ele novamente nos uniria.
Eles Se procuram…Não querem continuar pisando em espinhos.
É… Dando tempo ao tempo…
Se eu fosse eu lhe diria…
Venha… Estou lhe esperando…
Não como antigamente… Não como uma menina…
Como uma mulher que sabe o que quer…
E sabe se entregar como você quer…
Feito a menina dos seus sonhos, que continua amando-o.
Porem, eu não sou…
Não sei falar estas palavras pessoalmente.
Então fico esperando… Querendo correr para seus braços…
Sabendo que vou amá-lo eternamente…
E que você está preso em outros laços.
Ruthy Neves
Taubaté-SP
União
Uni meu corpo ao teu corpo
em nosso leito de amor,
uni minha alma a tua alma,
minha dor a tua dor.
Uni o tudo e o nada,
uni a dor à alegria,
uni o dia à madrugada,
Uni o sol, o sol à lua…
Uni meu corpo ao teu corpo,
O meu sorriso ao teu pranto.
Meu encanto ao teu encanto,
Meu amor ao teu amor…