“Hora de Morrer”, de Alberto da Cunha Melo
Enviado em 23 de Maio de 2009, 21:27, sob QI Ermelinda Ferreira, Alberto da Cunha Melo Sem comentários »
I
É tempo de morrer: as chances
não percebidas, se voltassem,
e agora fossem percebidas,
talvez no pranto se afogassem;
porque se foram as esperas
e os prazos longos; restam meras
oscilações arteriais
entre jornais não desdobrados,
cochichos, sombras e sinais
de que alguém (se alguém ainda te ama)
vai ficar ao lado da cama.
II
“Hora de morrer”, disse o andróide,
um dourado ser ariano,
sentindo o tempo digital
de […]