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Arquivo da categoria ‘Alberto da Cunha Melo’

Procura
Procuro um verso imaculado
feito água pura de cacimba,
um verso que devore a noite
feito a esgrima de uma rima;
um verso que abra a porta e siga
a sina viva da cantiga;
que lance luz sobre a cegueira
nossa de todo amanhecer
e que descubra as cordilheiras,
a manhã distinta e seus tons,
afável senhora dos sons.
Gustavo Felicíssimo
Gustavo Felicíssimo tem um livro com […]

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I
É tempo de morrer: as chances
não percebidas, se voltassem,
e agora fossem percebidas,
talvez no pranto se afogassem;
porque se foram as esperas
e os prazos longos; restam meras
oscilações arteriais
entre jornais não desdobrados,
cochichos, sombras e sinais
de que alguém (se alguém ainda te ama)
vai ficar ao lado da cama.
II
“Hora de morrer”, disse o andróide,
um dourado ser ariano,
sentindo o tempo digital
de […]

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