Uma retranca de Nívia Maria Vasconcelos
Enviado em 19 de Julho de 2009
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Retranca Contrita
Tentei escapar de teus braços,
despir-me de toda ternura.
Lançado a um mundo sem cordas,
entreguei-me à Moira, à Fúria.
Fiz, assim, a minha tragédia,
produzi uma vida que adia
amor, satisfação, alegria
perdido em um tempo sem ti.
Mas, resgatei-me, amor, a mim.
Contrito, tiro-me do vento:
perdoa de mim o sofrimento.