“Pouso pacato na terra das borboletas azuis”, poema de Israel Lira
Enviado em 8 de Junho de 2009
Publicado por Cláudia Cordeiro | Enviar por e-mail
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Dei uma volta hoje pela terra das borboletas azuis
Passei pela grama sonolenta das eras
Contemplei no céu o brilhar de cada luz
E os equinócios solitários de cada primavera
Vivendo sem ter solidão
Lembrei-me então do que eu era.
Hoje, sou fumaça que se levanta das pedras.
Como uma luz que se ergue em meio à escuridão.
A inquietude se expande no coração dessas feras
Quando se ergue um ser com uma ampulheta na mão
Vivendo sem ter solidão
Lembrei-me então do que eu era.
um mergulho introspectivo inebriante;
um disseminar do pólen da esperança.