Dois poemas de Laura Limeira
Enviado em 7 de Junho de 2009
Publicado por Cláudia Cordeiro | Enviar por e-mail
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A PONTE
(Laura Limeira)
Chegamos atrasados para o espetáculo do por-do-sol.
Aquele amarelo-ouro já ía sumindo com o seu brilho
enquanto a noite descia, negra, sobre “a ponte”.Diante daquele mar barulhento, de águas azuis,
ficamos a admirar o horizonte longínqüo…Alí, abraçados a namorar, fomos assistidos pela natureza
e permanecemos na cumplicidade mágica daquele
tapete de madeira e ferro, por um tempo inesquecível…A brisa fresca acariciando a nossa pele;
O vento forte soprando nos meus cabelos;
O navio ao longe, naufragado…Gente que ía e vinha, a passeio…
Casais que ora beijavam-se, ora davam-se às mãos e
entregavam-se em abraços carinhosos;
O barulho das ondas quebrando nas pedras…Ah, quantas saudades que sinto de tudo…
Do por-do-sol que não vimos;
De tudo o mais que poderíamos ter vivido e não vivemos;
Da quentura das tuas mãos a segurar as minhas;
Dos nossos beijos ardentes, prolongados, apaixonados;Saudades, só saudades…
Da tua essência em mim que se impregnou;
Desse amor sem tempo nem idade;
Dessa certeza que me deste de ser tão amada;
De enxergar em nós tamanha igualdade;Saudades do estar contigo…
Simplesmente!
Recife, 26.04.2003 - 03:17H
Em Teus Sonhos
(Laura Limeira)Quando sonhares, que sintas…
Minha boca a beijar-te como outrora…
Minha cegueira diante dos vincos deixados pelo tempo
no teu corpo e na tua alma,
que tanto incomodam a tua vaidade…Quando sonhares, que queiras…
Ainda, com amor, carregar-me em teus braços…
Deixar-te incandescer no prateado dos meus cabelos,
d’onde cada fio branco guarda de ti uma saudade…Quando sonhares, nunca esqueças…
Do amor simples dessa mulher simplicidade…
Das coisas que permanecem só nossas…
Do nosso amor, eterna verdade!Recife, 25.04.2003 - 04:56H
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