Saudação Plataforma
Enviado em 24 de Maio de 2009
Publicado por Cláudia Cordeiro | Enviar por e-mail
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Em nome de todos que aqui já estão e de todos que ainda virão, esta SAUDAÇÃO DO PLATAFORMA PARA A POESIA e do INSTITUTO MAXIMIANO CAMPOS ao primeiro poema publicado neste blog pela poeta e colaboradora Martha Galrão: “Pensa, Whitman”, de Nilson Galvão. SEJAM TODOS BEM-VINDOS!
Obrigada a todos os poetas e colaboradores por mais uma estréia PLATAFORMA.
Abraços,
Cláudia Cordeiro
Olá pessoal estou enviando meu poema cujo título é:
POUSO PACATO NA TERRA DAS BORBOLETAS AZUIS
Pouso pacato na terra das borboletas azuis
Dei uma volta hoje pela terra das borboletas azuis
Passei pela grama sonolenta das eras
Contemplei no céu o brilhar de cada luz
E os equinócios solitários de cada primavera
Vivendo sem ter solidão
Lembrei-me então do que eu era.
Hoje, sou fumaça que se levanta das pedras.
Como uma luz que se ergue em meio à escuridão.
A inquietude se expande no coração dessas feras
Quando se ergue um ser com uma ampulheta na mão
Vivendo sem ter solidão
Lembrei-me então do que eu era.
Autor: ISRAEL LIRA
Sem mais, um forte Abraço.
BEM, ENVIO UM POEMA CHAMADO A ESPORÁDICA MAJESTADE DO INCOMUM:
A ESPORÁDICA MAJESTADE DO INCOMUM
Há dias que a retina não controla
A projeção de imagens.
Há dias que a urina infunde
Á leve menção do simples laivo da vontade.
Há dias que a doce e inócua brisa
Escalavra cruelmente a face.
Há dias que a noite
É contínua manhã incólume: a aderente Paisagem!
Há dias que a Escuridão é a alameda
Onde reside a foz de toda a universal verdade.
Há dias que o dia
Aparenta ser fluxos e refluxos de miragem.
Há dias que o Poema
É o mais etéreo plenilúnio da Vacuidade
Há dias que a latitude e a lembrança
São o mais edaz epicentro da saudade.
Há dias que o ser concreto
São os sortilégios de Mérlin, Iemanjá,
Baco, Amon-Rá e o Hades.
Há dias que o Poeta
É corpo sem Verve, a terra sem Verbo: A Vácua Viagem!
Há dias que a guerra
Sucumbe ao sopro do vento da Amizade.
Há dias que a Porta
Não é uma mera passagem.
Há dias que o sofrido povo
Não é miríade e sim, O Principal Personagem.
Há dias que a Poesia sonha
O sonho de ser o Graal da IGUALDADE!
AUTOR: JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
OBRIGADO PELA OPORTUNIDADE!
gostaria de saber se postei o poema a esporádica majestade do
incomum no logal adequado; caso tenha agido erroneamente,
como faço pra postar corretamente, hein?
Quero reiterar que fiquei muito feliz por este gesto de vocês. O poema declamado ficou muito legal. Não sei como agradecer à trupe do Plataforma, Cláudia, Martha. Me ocorreu reafirmar que a poesia, que está aquém e além de nós, triunfou!!! Beijos!!!
POETA MINERAL
(ODE A JOÃO CABRAL DE MELO NETO)
Vicejara da sáfara, da pedra
Um girassol que se esconde
No túmulo do empedernido.
Odeia o transbordamento da cálida água:
Acha-a frívola;
Prefere a rasteira tapeçaria, o afagar
Da mão do cimento e a metálica alvenaria do parco gesto do engendro.
Pinta a grandeza da secura:
Exaltando a plasticidade que a molda;
O aquoso, mádido, translúcido e gélido fogo
Que flui na corrente sanguínea
Das estóicas coisas ou pessoas hialinas.
A poética da observação obsessiva,
Para ele,
É plena da mais sábia epifania:
Ela fica postada
No píncaro maior
Da visão cristalina, acuidosa, concisa, plástica, vítrea!
Não,
Ele não é exangue oceania.
Não,
Ele não é apenas a pétrea açucena que rebenta altiva.
Não,
Ele não é tão-só o penedo, o ferino espelho, o Cerrado,
A Caatinga, o Sertão sem lua nem estrelas, a acrimoniosa SINFONIA.
Não mesmo, meus queridos amigos.
Na verdade,
Embora ele, quando vivo, veementemente refutasse,
O líquido poeta degusta sim o lirismo:
O lirismo presente na contemplação sóbria,
Onde os indistintos matizes do invisível se realçam;
O lirismo contido na profundidade que aflora
Da imagem da viril leveza do andaluzo toureiro
Ou da acre imponência da pernambucana e betúmica cabra;
O lirismo que se denota na narrativa da fluência de um rio
Ou que se ressuma na fluidez da serena revolta
Ora dum povo severino, ora duma gente maganês,
Que ama, apesar da dureza da navalha,
Deverasmente a sua lavra.
Ah, mais do que nunca eu acredito
Que o árido bardo, compositor da ode ao sol albino,
É, de fato,
Um radioso e magnífico
Poeta lírico!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA